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  • Leonardo Brant

Time dos Sonhos

Atualizado: 19 de Abr de 2018

Venho experimentando um formato de curso para realizar documentários independentes que reunisse todo o meu aprendizado em 10 anos dedicados ao documentário, os últimos 4 vivendo exclusivamente disso. Vivendo com dificuldades, pois estamos falando de um período de crise sem precedentes. Se por um lado rico em temas para documentar, por outro paupérrimo em tudo o que se diz respeito a sustentabilidade. 


Não está sendo fácil viver só de documentários, não quero enganar ninguém. Mas sobrevivi, com gestos e apoios que nem todos os documentaristas brasileiros têm ou terão, mas com uma forte convicção de que se houver uma rede de documentaristas utilizando os mesmos princípios filosóficos e mercadológicos, será menos difícil viver. Até porque não estou inventando nenhuma roda, apenas organizando informações e experiências de atuação, criando e desenvolvendo mercados de nicho e negócios para rodar nesses mercados. 



Mas estou agregando também o conhecimento de ativismo e ação social. Metade dos empreendimentos que eu desenvolvi, entre os bem e mal sucedidos, vêm do terceiro setor. É bom ressaltar que este mercado só funciona com o prumo e a baliza filosófica da não violência e do mais básico: respeito aos direitos humanos e a busca pela justiça social. Essas coisas que os mercados tradicionais desejam passar por cima com a beneplácito dos seus prepostos políticos. 


Sinto que eu consegui chegar em um formato interessantíssimo. Longe do perfeito, mas bem arquitetado, modéstia às favas. Sobretudo porque conseguimos reunir um time dos sonhos para realizar este programa. Pessoas que vêm há algum tempo trabalhado comigo no desenvolvimento desse modelo e outras que chegam agora para engrossar esse caldo. 


Este artigo é para apresentar para vocês os professores convidados do Curso DocMakers. Quem esperou até este momento para adquirir uma das 7 vagas ainda disponíveis para o curso, infelizmente vai pagar mais caro por ele. Não é um castigo, é uma conta feita na ponta do lápis. E uma estratégia de mercado para cobrar um pouco a mais por quem é mais exigente, investe com mais segurança. E sobretudo quem não é da nossa rede, não acompanha as nossas cabeçadas, não é castigado com os nossos processos criativos.


Agora estamos saindo dessa rede para vender o terceiro lote do curso. Vamos impulsionar anúncios e cativar a atenção de quem vê no documentário uma alternativa interessante para desenvolvimento de públicos, para difusão de seus conteúdos, pesquisas e ideias. E obviamente daqueles que pretendem, como eu, viver disso. 


O nosso primeiro convidado é um jornalista, crítico de cinema e documentarista, dos mais respeitados do Brasil. O Sérgio Rizzo é o cara que eu mais admiro na discussão do cinema contemporâneo, também por seu compromisso com a educação e por estar envolvido com projetos potentes e compromissados com a história e o futuro do documentário. Este é o primeiro trabalho que realizo ao lado desse grande profissional e estou empolgadíssimo com isso. Eu já me reuni com ele e conversamos muito sobre a proposta do método, trocamos visões sobre o mercado de documentário. Eu falei muito mais que ele nessa conversa, mas agora terei a oportunidade de ouvi-lo sobre a linguagem do documentário, a ética, a estética, a história e as possibilidades que o doc nos oferece nos turbulentos, portanto ricos, dias de hoje. Fizemos uma entrevista com o Sérgio sobre isso tudo e vamos publicá-la em breve. 


A nossa jornada segue com Newton Cannito, um dos mais importantes roteiristas do Brasil e um documentarista fora de série. Tive a honra de me descobrir um profeta tropicalista que utiliza a câmera e as ideias subversivas de mercado para espalhar documentários pelo Brasil pelas mãos dele. Acabei de filmar uma série com 5 episódios chamada Utopia Brasil, de Newton Cannito, que estreará em breve no CineBrasilTV. Conheço o Newton desde 2003. Ele leu o meu livro Mercado Cultural inteiro na fila do autógrafo, chegou pra mim, se apresentou e fez os melhores comentários que já ouvi sobre o livro. Já deu aquela sensação de que aquilo estava servindo para alguma coisa. Desde então venho acompanhando e celebrando cada passo de sua rica carreira cinematográfica e trocando muitas ideias sobre mercado. Newton escreveu vários artigos de primeira linha no Cultura e Mercado quando eu ainda conduzia aquela publicação. O Newton é muito importante porque o documentário precisa de muitas narrativas, inclusive aquela que empacota e oferece o produto para o público.


Depois vamos mergulhar no olhar e na sensibilidade do André Albuquerque, ou simplesmente Dezolas. Um talentosíssimo diretor de fotografia. A gente filmou o primeiro documentário em 2011 e ele foi o cara, junto com o Pedro Caldas, que me fez dar o salto de abandonar os equipamentos amadores para cair de boca nas câmeras profissionais. É um generoso incentivador de tudo o que estamos fazendo. Acabo de dividir o trabalho de fotografia com ele no filme De Peito Aberto, de Graziela Mantoanelli, que vamos lançar em agosto deste ano. Ele vai transmitir teoria e prática de filmagem na Avenida Paulista, nossa preferida. 


O Eduardo Ayres eu conheci por intermédio do Dezolas. Eu fiz a direção de set de uma entrevista para um documentário internacional e ele foi o operador de áudio naquela dia. Depois ele trabalhou na difícil tarefa de captar áudio na trupe de profetas tropicalistas do Utopia Brasil e desde então eu o tenho como uma referência para direção de som. Como o Dudu trabalha com o áudio desde a composição de trilhas, captação de som direto até a mixagem, entendi que ele seria a pessoa indicada para tratar de todos os aspectos do campo sonoro no documentário. 


O José Sampaio é um dos caras que mais me deram força para eu alcançar o patamar atual de realização de documentários. Fazemos muita coisa juntos. É um irmão e um talentosíssimo artista visual, que monta e cria motion graphics como ninguém. Zezão, como aprendi a chamá-lo, é um dos caras mais generosos que conheço e um talentoso e dedicado professor.


Entrando no campo do Método DocMakers, convidamos um irmão e parceiro de muitas jornadas. Piatã Stoklos Kignel criou comigo uma aventura deliciosa chamada Empreendedores Criativos, programa pioneiro de desenvolvimento de negócios para as indústrias criativas. Nos últimos anos o Piatã mergulhou de cabeça no universo da venda direta de conteúdos on-line, tendo realizado vários cursos no exterior. Este é o modelo de negócios que mais se assemelha ao que pretendemos desenvolver aqui no Brasil.


Não deveria falar do último convidado, pois na verdade eu venho fazendo isso tudo a quatro mãos com ele. É o Carlos Igareda, um gestor de mão cheia, um produtor criativo, que filma, faz roteiro, áudio e business. Um verdadeiro maker. Buscamos feito loucos alguém interessante para falar de distribuição. Sabemos que este é o grande gargalo do mercado e queríamos chamar alguém 100% afinados com a filosofia dos DocMakers. E resolvemos encarar juntos essa aula, com a experiência até aqui adquirida de distribuição direta para a audiência. É algo realmente inovador para o mercado brasileiro, mas temos muita coisa para trazer dos mercados internacionais, de onde vem a nossa experiência e formação. 


O time está montado, só esperando a sua inscrição. Vale lembrar que esta é a primeira e última edição do Curso DocMakers. Desde o início, a nossa ideia é realizar um curso online. Por isso vamos filmar todo o processo e transformá-lo em uma nova proposta e formato de atuação, com mais capilaridade e poder de comunidade. 


Clique agora nesse link, veja com detalhes a programação do curso e garanta logo a sua vaga. 


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